Bolsonaro demite Mandetta. E há mais panelaço pelo País

Atualizado: Abr 17


O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta quinta-feira, 16, que a demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, foi um "divórcio consesual". Em pronunciamento no Palácio do Planalto ao lado do escolhido para assumir a pasta, o oncologista Nelson Teich, o presidente afirmou que Mandetta não tratou a crise relacionada à pandemia do coronavírus da forma como ele gostaria, informa O Estado de S. Paulo.

“Foi um divórcio consensual. É direito do ainda ministro defender o seu ponto de vista, como médico, e a questão do emprego não foi da forma como eu, como chefe do Executivo, achei que deveria ser tratada. Não critico o ministro Mandetta. Ele fez da forma como achou que deveria fazer", disse Bolsonaro, com um semblante abatido, nervoso e falando de forma pausada. Enquanto anunciava a demissão de Mandetta, houve panelaços em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, por volta das 16 horas. Esses panelaços vinham ocorrendo diariamente às 20h30.

Demissão Em mensagem no Twitter em que anunciou sua demissão, Mandetta agradeceu a oportunidade de gerenciar o Sistema Único de Saúde (SUS) e planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus: “Agradeço a toda a equipe que esteve comigo no MS e desejo êxito ao meu sucessor no cargo de ministro da Saúde. Rogo a Deus e a Nossa Senhora Aparecida que abençoem muito o nosso País”.

Desde o início da crise do coronavírus, Mandetta e presidente vinham se desentendendo sobre a melhor estratégia de combate à doença. Enquanto Bolsonaro defende flexibilizar medidas como fechamento de escolas e do comércio para mitigar os efeitos na economia do País, permitindo que jovens voltem ao trabalho, o agora ex-ministro manteve a orientação da pasta para as pessoas ficarem em casa. A recomendação do titular da Saúde segue o que dizem especialistas e a Organização Mundial de Saúde (OMS), que consideram o isolamento social a forma mais eficaz de se evitar a propagação do vírus.

Os dois também divergiram sobre o uso da cloroquina em pacientes da covid-19. Bolsonaro é um entusiasta do medicamento indicado para tratar a malária, mas que tem apresentado resultados promissores contra o coronavírus. Mandetta, por sua vez, sempre pediu cautela na prescrição do remédio, uma vez que ainda não há pesquisas conclusivas que comprovem sua eficácia contra o vírus.

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