Um bolivariano

O pré-candidato do PDT Ciro Gomes diz que o regime da Venezuela é uma democracia. Afinal, a oposição participou das eleições. E não importa se foi uma oposição mínima, desimportante, uma vez que a maioria está morta ou na cadeia: “E quantos foram mortos no Brasil? Na verdade, a oposição na Venezuela é podre, para dizer o mínimo”, respondeu ele durante entrevista à Jovem Pan esta manhã. Ciro acha também que, ao fazer oposição àquele regime bolivariano, o Brasil está apenas servindo aos interesses norte-americanos. É a mesma posição do PT a respeito, embora não se ache de esquerda nem de centro nem de direita, como a Rede de Marina Silva e o PSD de Gilberto Kassab. Apesar disso, o pré-candidato diz que não gosta do regime de Nicolas Maduro. É um complicado exercício de retórica.


Sobre seus ataques a torto e a direito, o que ajuda a moldar seu perfil de metralhadora giratória, Ciro Gomes responde sempre que “não foi bem isso o que eu disse, foi tirado de um contexto”. Depois, no contexto, confirma tudo o que dissera. Confirma, principalmente, que é nitroglicerina pura, embora tente vestir a fantasia de moderado.

Posts recentes

Ver tudo

O discurso do presidente Jair Bolsonaro na abertura da Assembleia-Geral das Nações Unidas teve repercussão negativa no exterior e entre observadores da política externa brasileira e parlamentares. Pa

Em nova derrota do presidente Jair Bolsonaro, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), devolveu a medida provisória que alterava o Marco Civil da Internet e dificultava a remoção de conteúdo

Um dia após o presidente Jair Bolsonaro participar de atos antidemocráticos e ameaçar “descumprir” decisões do Supremo Tribunal Federal, o presidente da Corte, Luiz Fux, afirmou nesta quarta-feira que