Teich: “foco nas pessoas”e parceria com os Estados


O novo ministro da Saúde, o oncologista Nelson Teich, tomou posse nesta sexta-feira em cerimônia no Palácio do Planalto, com a presença do presidente Jair Bolsonaro. O ministro afirmou que terá "foco na pessoas" e que fará um trabalho de parceria com Estados e municípios para conter o coronavírus, segundo o jornal O Globo. Teich substituiu o agora ex-ministro Luiz Henrique Mandetta, que se desgastou com o presidente por causa das estratégias de ações contra a pandemia. Até esta quinta-feira (16), o Brasil já havia confirmado 30.891casos da covid-19 e 1.952 mortes. "Acompanhar a diariamente a evolução em cada Estado e município de como está evoluindo a covid-19 e outros problemas que possam estar relacionados à saúde. Trabalhando com os Estados, com os municípios, para que a gente consiga ter uma agilidade na solução de problemas que vão surgir. Você tem que analisar todo dia o que está acontecendo, fazer planejamento e executar", afirmou Teich. O novo ministro ressaltou que, independentemente de ações na economia ou na saúde, o resultado sempre deve buscar o que será benéfico para a população: "O final é sempre gente". "Hoje tenho colocado isso, foco que a gente tem aqui, e tudo que a gente vai fazer, é nas pessoas. Por mais que você fale em saúde, por mais que você fale em economia, não importa o que você fala, o final é sempre gente". Ele disse ainda que sua gestão vai buscar informações de todas as áreas para aprimorar o combate ao vírus. Segundo Teich, os indicadores sociais, como desemprego, também são importantes para as ações na saúde. “Tem que acompanhar também os indicadores sociais. Se tiver mais desemprego, pessoas que vão perder o plano de saúde, isso vai impactar o SUS. [Vamos buscar a] Informação detalhada, com qualidade, bem avaliada e bem estruturada. E formação de equipe. Coisa que pretendo trazer de forma mais intensa de transição de um ministro para o outro". Teich substitui o também médico e ex-deputado federal Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), nas medidas de combate ao novo coronavírus, em especial sobre o isolamento social. No discurso, Teich também disse que vai buscar integração e troca de informações entre os ministérios para encontrar soluções no combate ao coronavírus. "Juntar informações das diferentes áreas. Tentar aumentar quantidade de informações. Maior integração entre ministérios, para que possa mapear coisas ligadas a saúde que são fundamentais". Discurso de Bolsonaro Após Teich, foi a vez de Bolsonaro dizer que corre “risco” ao defender a retomada do comércio no país, porém acredita que essa é a medida correta para lidar com o combate ao coronavírus e ao desemprego. “Essa briga de começar a abrir para o comércio, é um risco que eu corro, porque se agravar vem para o meu colo. Agora, o que acredito, o que muita gente já esta tendo consciência, tem que abrir”, afirmou. Bolsonaro também defendeu a reabertura das fronteiras, fechadas para conter o avanço do contágio pelo novo coronavírus. “Conversei com o ministro Moro agora há pouco sobre fronteiras. Tenho a minha opinião, que a gente vai conversar com mais ministros. Começar a abrir as fronteiras”, disse.

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