Senado aprova reajuste do STF, um rombo de R$ 4 bilhões


O governo de Jair Bolsonaro só começa em janeiro, mas o Senado já lhe impôs uma derrota ao aprovar ontem à noite um reajuste de 16% nos salários dos ministros do Supremo Federal e da procuradoria-geral da República. A votação terminou com 41 votos a favor contra 16. Os salários dos ministros passam de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil.


Bolsonaro chegou a fazer um apelo ontem para que os projetos não fossem aprovados: “Obviamente não é o momento. Estamos terminando o ano com déficit, vamos começar com outro déficit. Quando se fala em reforma da Previdência, sempre exige sacrifício. Por mais que alguns digam o contrário. Mas todos têm de colaborar para que o Brasil saia dessa crise. E o Poder Judiciário, no meu entender, num gesto de grandeza, com toda certeza não fará tanta pressão assim por esse aumento de despesas agora, no meu entender”.

Não adiantou.


O aumento não vale apenas para os salários dos ministros do Supremo e da procuradora-geral da República, informa O Globo. Quando o salário deles aumenta, sobem também os salários dos magistrados federais e dos integrantes do Ministério Público. Fora o efeito cascata, já que os salários dos ministros do Supremo valem como teto para os salários de todo o funcionalismo público nas esferas federal, estadual e municipal.


Técnicos da Comissão de Orçamento do Congresso calculam que o impacto desse aumento, apenas no ano que vem, pode chegar a cerca de R$ 4 bilhões para os cofres públicos.

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