Só um tsunami mudaria agora a eleição


Análise do presidente do Ibope, Carlos Augusto Montenegro: só um tsunami poderia fazer o deputado Jair Bolsonaro (PSL) perder a eleição de domingo para a Presidência da República. Em entrevista ao Broadcast Político/Estadão, ele afirma que o cenário aponta hoje para a vitória do candidato do PSL na disputa contra Fernando Haddad (PT): "A grande dúvida, como não haverá debate na TV e os fatos são esses que estão acontecendo, é qual vai ser a diferença para Haddad”.


Na mais recente pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, divulgada na terça-feira, 22, Bolsonaro somou 57% das intenções de voto contra 43% de Fernando Haddad, no cálculo que considera apenas os votos válidos. A diferença é de 14 pontos.


A vantagem do vencedor dependerá da acomodação final de votos dos indecisos e das abstenções. Há 3% de indecisos pelo último levantamento. O Nordeste, região que declara mais simpatia por Fernando Haddad, pode registrar uma abstenção maior no segundo turno. Como a eleição foi decidida logo na primeira etapa em sete Estados nordestinos, parte do eleitorado pode ficar desmotivada a ir às urnas por não haver um candidato ao governo estadual que puxe votos.


A convicção de votos tanto do eleitorado de Bolsonaro quanto o de Haddad dificulta uma reversão no cenário. Conforme a última pesquisa do Ibope, 58% das pessoas que declaram voto no candidato do PSL e 58% daqueles que têm intenção de votar no petista dizem que a decisão é definitiva: "A certeza de votos dos dois candidatos é muito grande, e eles são antagonistas. Só um tsunami poderia fazer um eleitor de Haddad votar em Bolsonaro e vice-versa. Há uma guerra desde o início entre anti-PT versus PT".

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