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O populista Bolsonaro

Steven Levitsky, cientista político, professor de Harvard e autor do livro “Como as democracias morrem”, analisa com preocupação a democracia brasileira nas eleições de 2018. Em entrevista publicada hoje pelo Estadão, ele diz que “as democracias morrem hoje pelas mãos de presidentes autoritários eleitos pela população... Os Estados Unidos falharam em 2016 e espero que o Brasil consiga evitar isso”.


Sua análise: “O Brasil tem passado por uma crise extraordinária durante os últimos três, quatro anos, a tripla crise. O País vive o que talvez seja o maior escândalo de corrupção da história de qualquer democracia: a Lava Jato, que se espalha no Brasil por todos os partidos políticos. A democracia está ameaçada sempre que todo o establishment político perde a confiança dos cidadãos. Quando os cidadãos estão convencidos de que todos os políticos de todos os partidos são corruptos, eles se tornam mais propensos a votar em um outsider que prometa tirá-los de lá. Pode ser um populista como Donald Trump (Estados Unidos) ou Jair Bolsonaro (Brasil), ou como Hugo Chávez (Venezuela) ou (Rafael) Correa (Equador)... A forma como as democracias morrem hoje não é a mesma pela qual a democracia do Brasil morreu em 1964. Não é mais por meio de um golpe militar. São presidentes e primeiros-ministros eleitos que destroem as democracias usando as instituições”.


O livro “Como as democracias morrem”, que figura nas listas de mais vendidos nos Estados Unidos, será traduzido para o português e vendido no Brasil a partir de setembro pela editora Zahar. Levitsky estará no Brasil dia 9 de agosto para debater a situação da democracia brasileira a convite do Insper.

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