Nomes importantes do Senado. Estão fora


A onda da direita que invadiu as urnas no domingo levou para fora do Senado alguns dos grandes caciques que há anos dominavam latifúndios importantes da política brasileira, informa o Estadão. A lista dos derrotados que tentaram e não conseguiram permanecer no Congresso:


Eunício Oliveira (MDB), presidente do Senado, ficou em terceiro lugar no Ceará;


Cássio Cunha Lima (PSDB), vice-presidente do Senado, ficou em quarto na Paraíba;


Romero Jucá, presidente nacional do MDB, ex-ministro do Planejamento e ex-líder do governo Michel Temer, ficou de fora pela margem de 426 votos;


Edison Lobão (MDB), ex-ministros de Minas e Energia, perdeu a vaga no Maranhão;


Garibaldi Alves (MDB), ex-ministro da Previdência Social, ficou de fora no Rio Grande do Norte.


Magno Malta (PR-ES), um dos principais aliados políticos e cabos eleitorais de Bolsonaro, foi outra surpresa: perdeu no Espírito Santo.


Dos que lideraram a oposição ao governo Temer, perderam o lugar:


Roberto Requião (MDB-PR);

Lindbergh Farias (PT-RJ).

Renan Calheiros (MDB-AL), ex-presidente do Senado que rompeu com Temer e fez campanha aliado ao PT e ao ex-presidente Lula, condenado Operação Lava Jato, garantiu um novo mandato na segunda vaga.


Também não se reelegeram os senadores Waldermir Moka (MDB-MS), Ataídes Olveira (PSDB-TO), Vicentinho (PR-TO), Benedito de Lira (PP-AL), Ângela Portela (PT-RR), Lúcia Vânia (PSDB-GO) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA).


A eleição para o Senado também deixou de fora dois ex-governadores do PSDB que estão na mira de operações policiais por suspeita de corrupção: Marconi Perillo (Goiás) e Beto Richa (Paraná). Perillo só não foi alvo de pedido de prisão, segundo o Ministério Público, por causa do período eleitoral, enquanto Richa ficou preso temporariamente.


Delator da Operação Lava Jato cassado em plenário, o ex-petista Delcídio do Amaral (PTC-MS) não conseguiu voltar ao Senado. Ele ainda tentava o regularizar sua candidatura junto à Justiça Eleitoral.


Esperanças do PT, como a ex-presidente Dilma Rousseff (MG), cassada pelo Congresso em 2016, e o ex-senador Eduardo Suplicy (SP) não conseguiram se eleger. Dilma ficou em quarto lugar em Minas, enquanto Suplicy foi o terceiro em São Paulo. Principal nome do clã Sarney, também ficou de fora o filho do ex-presidente, Sarney Filho (PV), ex-ministro do Meio Ambiente.


Em Sergipe, o senador Antonio Carlos Valadares (PSB), não se reelegeu.

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