Moro: “não pauto minha vida por um álibi falso de perseguição”


O juiz Sérgio Moro, responsável pela Lava-Jato, disse nesta terça-feira que aceitou o convite para ocupar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública para impor uma agenda anticorrupção no País, em entrevista coletiva transmitida ao vivo por emissoras de TV, rádios e portais na internet. Antes mesmo da primeira pergunta, Moro rebateu as acusações de que o processo contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva serviu como base para sua estreia na política:


- Não posso pautar minha vida por um álibi falso de perseguição política. Aceitei esse convite porque entendi que tinha uma agenda importante de combate à corrupção e ao crime organizado... O ex-presidente Lula foi condenado e preso porque cometeu um crime, não por causa das eleições. Embora eu tenha proferido a primeira decisão, ela foi confirmada por três juízes, e o próprio terminal (TRF-4) determinou (a prisão).


O magistrado ressaltou que não aceitou o convite para o Ministério da Justiça como parte de um "projeto de poder", em resposta às especulações de que usaria o cargo no governo de Jair Bolsonaro como trampolim para, no futuro, tornar-se ministro do Supremo Tribunal Federal:


- A ideia aqui não é projeto de poder, mas fazer a coisa certa num nível mais elevado.

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