Mandetta, futuro ministro, critica acordo com Cuba


O deputado Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS) será o ministro da Saúde no governo Bolsonaro. É o décimo nome anunciado, patrocinado pelo futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, e pelo governador eleito de Goiás, Ronaldo Caiado. Médico ortopedista, com foco em pediatria, Mandetta já atuou no Hospital Militar e no Hospital Geral do Exército, no Rio de Janeiro, e foi diretor da Santa Casa de Campo Grande e da Unimed. Também foi secretário municipal de saúde de Campo Grande, cargo que assumiu em 2005 e onde ficou até 2010 para se candidatar a deputado federal. Ele não se candidatou às eleições neste ano.


O futuro ministro da Saúde é um crítico do Programa Mais Médicos, que considera “um convênio entre o PT e Cuba e não entre Cuba e o Brasil”. A decisão de Cuba de retirar seus médicos do Brasil foi, para ele, uma “ruptura unilateral” de contrato: “Era um dos riscos de se fazer um convênio e terceirizar uma mão de obra tão essencial”.


Segundo a Folha, Mandetta é investigado por suposta fraude em licitação, tráfico de influência e caixa dois na implementação de um sistema de informatização da saúde em Campo Grande (MS), onde foi secretário. Ao longo das investigações, o parlamentar teve seu sigilo bancário quebrado. Em uma ação civil pública, na qual também é alvo, a Justiça do Mato Grosso do Sul mandou bloquear um valor total de R$ 16 milhões de bens dele e dos demais envolvidos.

Mandetta afirma que avisou Bolsonaro sobre a investigação e que é alvo de ação civil pública por causa da sua gestão na secretaria de Saúde em Campo Grande.

Posts recentes

Ver tudo

Fake news como prova contra urna eletrônica

As provas de fraude nas urnas eletrônicas que o presidente Jair Bolsonaro prometeu apresentar nesta quinta-feira, 29, foram uma mistura de fake news, vídeos descontextualizados que circulam há anos na

Centrão na Casa Civil, Onyx vai para o Trabalho

Numa tentativa de fortalecer sua base de sustentação política, o presidente Jair Bolsonaro fará mudanças no ministério, informa O Estado de S. Paulo. A principal novidade é a nomeação, para a Casa Civ