Levante militar na Venezuela. Bolsonaro pede novo governo

O presidente Jair Bolsonaro espera que a Venezuela "mude rapidamente de governo", em declaração feita ao chegar a Davos, na Suíça, onde faz sua estreia internacional durante o Fórum Econômico Mundial.


Sobre a tentativa de levante contra o presidente Nicolás Maduro por parte de militares nesta segunda-feira, o presidente brasileiro evitou entrar em detalhes. Mas expressou sua vontade de que o venezuelano deixe o cargo: "A Venezuela está com problemas não é de hoje. Esperamos que rapidamente mude o governo".


O Exército venezuelano informou ter detido um grupo de membros da Guarda Nacional Bolivariana (GNB), que roubaram armas e sequestraram oficiais na madrugada desta segunda. Em nota, o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, prometeu aplicar "todo peso da lei" aos rebeldes. Na Venezuela, a GNB funciona como uma polícia militar em âmbito nacional.


Segundo o ministério, um grupo de militares de um quartel da GNB na zona oeste de Caracas sequestrou ao menos quatro oficiais ao tentar roubar armas para ações contra o governo. O grupo de militares pedia, em vídeos, que a população saísse às ruas pelo fim do regime Maduro.


Ainda de acordo com o Exército venezuelano, o grupo era reduzido, mas não há outras fontes disponíveis sobre quem integrou o grupo, seu tamanho e o motivo da sublevação.


O grupo de militares fortemente armados publicou uma série de vídeos em redes sociais venezuelanas conclamando a população a tomar as ruas em apoio ao grupo e contra Maduro. O líder do grupo, identificado como sargento Armando Figueroa, prometeu tomar as ruas para defender a Constituição. "Queriam acender o rastilho. Aqui estamos. Precisamos do seu apoio", disse. Vizinhos do quartel saíram em protestos contra Maduro e contra a prisão do grupo.

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