Lava Jato denuncia ministro do TCU por propinas da OAS


A força-tarefa da Lava Jato no Paraná denunciou na manhã desta terça o ex-senador e atual ministro do Tribunal de Contas da União Vital do Rêgo Filho (MDB) pelo suposto recebimento de R$ 3 milhões em propinas pagas por Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, informa o Estadão. Segundo o Ministério Público Federal, os valores teriam sido repassados a Vital do Rêgo Filho, em contrapartida à sua atuação enquanto parlamentar, na condição de Presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da Petrobras (instaurada no Congresso Nacional em 2014) para que os executivos da OAS não fossem convocados para depor.


Em simultâneo, a força-tarefa em Curitiba deflagrou a 73ª etapa da operação, chamada Ombro a Ombro, para aprofundar as investigações relacionadas à participação de intermediários no recebimento de propinas pagas em favor do ex-senador. Os alvos da ofensiva também foram denunciados pelo MPF.


Segundo o MPF, provas colhidas ao longo das investigações apontaram que os R$ 3 milhões pagos OAS se deram por meio da celebração de contratos fictícios pela OAS com a empresa Câmara e Vasconcelos (viabilizando a entrega de R$ 2 milhões em espécie em benefício de Vital) e a celebração de contrato superfaturado pela empreiteira com a Construtora Planície (para o repasse de R$ 1 milhão ao ex-senador). Os ajustes e os pagamentos transcorreram todos durante o ano de 2014, dizem os procuradores.


A Lava Jato aponta que os recursos indevidos pagos pela OAS à Câmara e Vasconcelos e à Construtora Planície foram recebidos pelos intermediários Alex Antônio Azevedo Cruz, Alexandre Costa de Almeida e Dimitri Chaves Gomes Luna, ‘todos diretamente ligados a Vital do Rêgo’. O segundo é servidor público no Tribunal de Contas da União e está lotado no gabinete de Vital do Rêgo Filho. Os três estão entre os alvos das buscas da nova etapa da Lava Jato deflagrada nesta manhã.


Já pelo lado da OAS, houve a participação ativa de dois executivos ligados ao setor específico da empreiteira para pagamentos de propina, denominado ‘controladoria’, diz a Procuradoria.

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