Demissões na Casa Civil e no INSS movimentam governo


O presidente Jair Bolsonaro anunciou ontem a destituição de Vicente Santini da secretaria executiva da Casa Civil, ao chegar de viagem à India. O anúncio foi feito durante entrevista no Palácio da Alvorada, informou o Portal G1.


Santini usou um jato da Força Aérea Brasileira (FAB) para acompanhar comitivas do governo em viagens oficiais à Suíça e à Índia. Ele viajou na condição de ministro em exercício, já que o titular da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, está em férias. Bolsonaro ficou irritado e alegou que Santini poderia ter viajado em voo comercial, como outros ministros fizeram. Custo aproximado de sua mordomia: R$ 740 mil.


O novo secretário-executivo da Casa Civil vai ser Fernando Moura, atual adjunto da secretaria.


INSS


O secretário de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, anunciou nesta terça também a demissão do presidente do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Renato Vieira. Segundo o governo, a saída foi a pedido do próprio Vieira. Ele será substituído pelo atual secretário de Previdência, Leonardo Rolim.


Atualmente, a fila de espera no INSS é de 1,3 milhão de pessoas, estoque de requerimentos de benefícios que não foram respondidos dentro do prazo legal de 45 dias. Para tentar resolver o problema, o governo anunciou, há duas semanas, uma força-tarefa que previa a integração de militares da reserva para o plano de ação contra a fila de espera. Ação criticada, principalmente, pelos servidores do INSS.


O presidente Jair Bolsonaro anunciou, então, uma Medida Provisória para autorizar civis a atuarem no INSS. O objetivo é lançar um edital de seleção voltado a servidores aposentados do órgão. O pagamento será similar ao dos militares –um complemento de 30% sobre o valor da remuneração (limitado a R$ 2.000), no caso de atendimento em agências.


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