Castello defende privatização e ataca a “Velha Política”


O economista indicado para a presidência da Petrobras, Roberto Castello Branco, é a favor da venda dos ativos de refino e distribuição da empresa e um crítico do que chama de “Velha Política”, cujos componentes costumam se apropriar do fluxo de caixa das estatais. A solução? Privatizar, informa o Valor Econômico em sua edição de hoje.


Em artigo publicado pelo jornal em 8 de maio, intitulado “Privatizações envergonhadas”, Castello Branco escreve que “tanto no refino quanto na distribuição, a Petrobras, por razões estruturais inerentes a uma empresa estatal, não demonstrou possuir a competência necessária para ser a dona natural desses negócios”. Ele também criticou controle de preço da estatal e recomendou a venda “integral ou quase integral” desses ativos.


No texto, Castello Branco vai além: “A evidência de muitos anos mostra que, embora a sociedade brasileira seja a proprietária das estatais, seu fluxo de caixa costuma ser apropriado em grande parte pelos componentes da aliança da Velha Política. O interesse concentrado nos benefícios privados proporcionados pelas estatais explica porque seus cargos de diretoria são tão cobiçados por políticos bem como porque é forte a oposição à privatização, travestida no manto falso do nacionalismo ou, como no caso da Eletrobras, da ameaça de suposto aumento futuro de tarifas de energia.


Num país com tantas deficiências em saúde, educação, saneamento básico e segurança pública, com endividamento elevado e crescente e baixa produtividade, definitivamente não faz sentido manter centenas de bilhões de dólares alocados no capital de estatais, exercendo atividades que poderiam ser desempenhadas com sucesso pela iniciativa privada. Não privatizar significa optar por ser mais pobre no futuro”.

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