Bolsonaro sobe mais no Ibope

O deputado Jair Bolsonaro (PSL) subiu quatro pontos na primeira pesquisa nacional do Ibope feita depois do atentado de Juiz de Fora. Agora tem 26% das intenções de voto. Disputam o segundo lugar, embolados, Ciro Gomes (PDT, 11%), Marina Silva (Rede, 9%), Geraldo Alckmin (PSDB, 9%) e Fernando Haddad (PT, 8%), segundo o Estadão.


Antes do ataque, há uma semana, Bolsonaro tinha 22% das preferências. O levantamento foi feito entre o sábado e a segunda-feira, período em que o candidato teve um aumento expressivo da exposição nos meios de comunicação.


Na pesquisa espontânea, na qual os eleitores manifestam sua preferência antes de ler a lista com os nomes dos candidatos, Bolsonaro subiu seis pontos porcentuais, de 17% para 23%.


Além do crescimento das intenções de voto, ele teve um recuo na taxa de rejeição. A parcela do eleitorado que não votaria de jeito nenhum em Bolsonaro passou de 44% para 41%. Ainda assim é o líder disparado no ranking dos candidatos rejeitados.


Nesse quesito, a taxa de Marina oscilou dois pontos para baixo, de 26% para 24%. A rejeição a Ciro caiu três pontos, de 20% para 17%. Haddad se manteve em 23%. A taxa de Alckmin teve queda de três pontos porcentuais, de 22% para 19%.

Apesar de deter quase metade do tempo de propaganda no rádio e na TV, Alckmin não cresceu em relação à pesquisa Ibope/Estado/TV Globo divulgada em 5 de setembro, permanece com 9%. No mesmo período, Ciro oscilou um ponto porcentual para baixo, de 12% para 11%. Marina teve queda de três pontos, de 12% para 9%.


Anunciado ontem como substituto de Lula - condenado e preso na Operação Lava Jato – na chapa presidencial do PT, Haddad oscilou dois pontos para cima, de 6% para 8%. O petista tinha 4% na primeira pesquisa da série.

Alvaro Dias (Podemos), João Amoêdo (Novo) e Henrique Meirelles (MDB) alcançaram o mesmo resultado: 3%. Cabo Daciolo (Patriota) e Vera Lúcia (PSTU) ficaram com 1%, e Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram.


A taxa de votos brancos ou nulos apresenta tendência de queda. Era de 29% no levantamento de 20 de agosto, passou para 21% no início de setembro e agora chegou a 19%. Os indecisos são 7%.


O Ibope registrou uma série de empates técnicos nas simulações de segundo turno em que Bolsonaro disputa com seus principais adversários. Contra Haddad, o placar a favor de Bolsonaro seria de 40% a 36% – um empate no limite da margem de erro. Um embate entre Ciro e Bolsonaro terminaria em 40% a 37% se as eleições fossem hoje, com maiores chances de vitória do ex-ministro e ex-governador do Ceará.


Alckmin bateria o candidato do PSL por 41% a 38%; e Marina Silva o venceria por 43% a 38%.


Apesar de não ser mais candidato, Lula ainda foi citado por 15% dos eleitores na pesquisa espontânea, uma queda de sete pontos em comparação ao dia 5 de setembro. Nessa modalidade, Ciro aparece com 5%, Haddad tem 4%, Alckmin, 4% e Marina, 3%.


Anteontem, pesquisa divulgada pelo Ibope sobre a disputa eleitoral em São Paulo mostrou que, entre os paulistas, o ataque a Bolsonaro não provocou alterações significativas na corrida presidencial. No Estado, o candidato do PSL apenas oscilou de 22% para 23% na comparação entre os levantamentos divulgados nos dias 20 de agosto e 10 de setembro.

Cadastre-se para receber as análises por e-mail

© 2023 by Talking Business.  Proudly created with Wix.com