Bolsonaro defende mais informalidade no Trabalho


O presidente eleito Jair Bolsonaro pretende mudar a legislação trabalhista para aproximá-la da informalidade: "No que for possível, sei que está engessado no artigo sétimo (da Constituição), mas tem de se aproximar da informalidade", disse ele em reunião com parlamentares do DEM nesta quarta-feira no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) em Brasília, segundo o Estadão.


O artigo 7º trata dos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, como férias, décimo terceiro, descanso semanal remunerado, licença-maternidade, seguro-desemprego e fundo de garantia.


Bolsonaro fez críticas ao PT e ao Bolsa Família. Disse ser favorável ao programa, mas destacou que deve possibilitar formas de saída e oportunidades de emprego.


Na semana passada, o presidente eleito disse que hoje em dia continua mito difícil ser patrão no Brasil. Ele também já tinha defendido um "aprofundamento" da reforma trabalhista em seu governo, com medidas mais favoráveis aos empregadores para estimular novas contratações: "Ser patrão no Brasil é um tormento. Eu poderia ter microempresa, mas sei das consequências depois se meu negócio der errado. Devemos mudar isso daí".


"Nós temos direitos demais e empregos de menos, tem de chegar a um equilíbrio. A reforma aprovada há pouco tempo já deu uma certa tranquilidade, um certo alívio ao empregador e repito o que falei ontem: é difícil ser patrão no Brasil".


O presidente eleito também afirmou, ao se referir ao Ministério Público do Trabalho (MPT), que "se tiver clima a gente resolve esse problema". Bolsonaro disse que "não dá mais para quem produz ser vítima de ações de uma minoria, mas de uma minoria atuante".

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