Ataque ao Iraque gera tensão sobre preços de combustível


O presidente Jair Bolsonaro não teceu comentários sobre a ação militar comandada pelos EUA que matou o general Qassim Suleimani. Porém, disse que o impacto sobre preço do combustível é inevitável. "Que vai impactar, vai. Agora vamos ver o nosso limite aqui. Se subir, já está alto o combustível, se subir muito, complica", disse. Ele não soube detalhar o que poderá ser feito para conter a alta dos preços já elevados no Brasil. Ele disse que se reunirá com o ministro do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Augusto Heleno, para tratar do tema, conforme informou a Agência Brasil.


Os militares, que formam a principal base de apoio do governo, sempre se mostraram contrários a um alinhamento do Brasil com o governo de Donald Trump nos conflitos do Oriente Médio. Na visão de generais próximos ao presidente, o país precisa manter uma posição neutra.


Por outro lado, a ala ideológica do governo defende que o Brasil se posicione. Desde que assumiu o governo, Bolsonaro defende maior aproximação política e ideológica com os EUA e com Israel, ambos adversários dos iranianos.


A ação teve impacto direto no preço do petróleo no exterior e deve pressionar o mercado brasileiro. Nesta sexta, os contratos futuros do petróleo subiam cerca de US$ 3 (R$ 12,09), diante das preocupações sobre a escalada das tensões regionais e a interrupção do fornecimento de petróleo. O petróleo Brent subia US$ 2,95, ou 4,45%, a US$ 69,2 por barril, às 8h19 (horário de Brasília). O petróleo dos Estados Unidos avançava US$ 2,62, ou 4,28%, a US$ 63,8 por barril.



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