Ameaçada pelo ministro, deputada teme um atentado


A deputada Alê Silva, do PSL de Minas Gerais, que acusou o ministro do Turismo de ameaçá-la, teme sofrer um "acidente provocado", causado por pessoas próximas a Marcelo Álvaro Antônio. Em entrevista à coluna de Eduardo Barretto, da revista Época, Silva disse que pedirá hoje à tarde segurança à Câmara, e afirmou ter ouvido de Hamilton Mourão o conselho para se manter "calma". Silva revelou ter sido alvo de uma ameaça de morte em depoimento na Polícia Federal, na semana passada, e em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, no sábado.


"A gente fica preocupada, né? Fica cismada. A gente pensa: 'Poxa vida, a pessoa é superpoderosa, estou aqui muito perto'. Não sei... Tem pessoas difíceis que andam ao redor dele (Marcelo Álvaro). Para dar uma ordem, para fazer qualquer coisa, um acidente provocado... Claro que a gente fica preocupada".


A deputada afirmou que, desde que revelou o caso à imprensa, se sente mais segura, e emendou que tem policiais como assessores de gabinete: "O ministro do Turismo não seria louco", disse, "de levar adiante a ameaça de morte após a repercussão".


A sugestão do pedido de proteção partiu do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo. De acordo com Alê Silva, a PF a avisou que está de prontidão caso perceba alguma ameaça direta, e Hamilton Mourão pediu "calma" a ela, após a revelação das ameaças. Segundo Silva, foi a única palavra de Mourão, o único integrante do Palácio do Planalto que a contatou.

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