Alckmin: "voto em Bolsonaro abre caminho para o PT”


O candidato a presidente Geraldo Alckmin, do PSDB, resolveu abandonar a tática do bonzinho para encarar a disputa com mais firmeza, sem os adornos de “bom coração e boa cabeça” criados por seus marqueteiros. Em sabatina promovida hoje pelo jornal O Globo, ele bateu pesado no PT e no líder das pesquisas, Jair Bolsonaro. Disse que agora as coisas mudam de figura, pois acabou a blindagem que os petistas vinham fazendo para esconder seu candidato Fernando Haddad, usando a candidatura de Lula como proteção:

“A prioridade do PT não é o Brasil, é o Lula. Está claro que Lula usa a política para escapar da Justiça. O PT fez uma enganação para vitimizar o ex-presidente e proteger o Haddad. Agora, acabou a blindagem, Haddad vai ter que explicar os 13 milhões de desempregados”, afirmou.


Alckmin aposta no voto útil para chegar ao segundo turno. E aproveitou para atacar todos os adversários que estão empatados com ele em segundo lugar nas pesquisas, atrás de Bolsonaro:


Nessa campanha tem “vários tons de PT, como disse o Boulos (PSOL). O PT e os adoradores do Lula. Tem o Ciro, a Marina, o próprio Boulos e o Meirelles, que foi presidente do Banco Central na gestão Lula. Nós sempre fomos oposição. De outro lado você tem um radicalismo caricato. E quem vota no Bolsonaro não sabe que está abrindo caminho para a volta do PT. Muita gente que está votando no Bolsonaro não sabe que está elegendo e dando passaporte para a volta do PT. O que eu puder fazer para evitar isso vou fazer. Acho que vai ter voto útil, à medida que a campanha avança.


Para Alckmin, eleitores que hoje indicam voto em candidatos mais à direita, como Henrique Meirelles (MDB), Alvaro Dias (Podemos) e João Amoêdo vão migrar para o voto útil contra a volta do PT ao poder. Pois não querem também o radicalismo da direita:


- Somos contra o populismo de direita e de esquerda. Com um aventureiro, o país sofre as consequências.

Sobre a proposta de reforma política, explicou que defende a mudança para o voto distrital. Seu exemplo:

- O que é o Bolsonaro? É corporativismo puro. Sete mandatos defendendo uma carreira.

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