A pressão petista no TSE

Organizadores da marcha petista que vai anteceder o registro da candidatura do ex-presidente Lula no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na quarta-feira, pediram à Secretaria de Segurança do Distrito Federal um reforço na proteção dos prédios dos ministérios. Temem que infiltrados promovam arruaças e partam para um quebra-quebra. Tática, aliás, que a militância petista conhece bem.


A situação do ex-presidente vai-se complicando ainda mais com essa pressão. Ministros do TSE estão aborrecidos com o “espetáculo” promovido pelo partido, como essa marcha, que eles consideram uma forma de constranger a Justiça Eleitoral. Pode ser um tiro no pé, mesmo porque já existe no plenário do TSE uma sólida maioria a favor do enquadramento de Lula na Lei da Ficha Limpa, segundo informa hoje a Folha.


Condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro, ele será declarado inelegível. Ao contrário do que pretende o PT, o TSE já trabalha com a perspectiva de apreciar o caso Lula ainda em agosto.


Isso evitaria que a foto do candidato fictício apareça nas urnas eletrônicas. Confusão muito interessante para o PT, pois facilitaria a “engorda” de votos no substituto Fernando Haddad. Além disso, a imagem de Lula não poderia também ser usada no material de campanha no horário eleitoral a partir de 31 de agosto.


É provável que o relator sorteado leve o caso de Lula ao plenário sem incluí-lo na pauta, acelerando assim o processo de impugnação da candidatura.


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