A campanha de Dilma, rica e ilegal


Na sua delação premiada, o ex-ministro Antônio Palocci afirma também que a campanha presidencial de reeleição de Dilma Roussef em 2014 custou R$ 800 milhões. O valor é mais do que o dobro dos R$ 350 milhões de gastos declarados ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE):


“Pode citar que as campanhas presidenciais do PT custaram em 2010 e 2014, aproximadamente, 600 e 800 milhões de reais, respectivamente”, registra o Termo 1 da delação de Palocci, tornado público nesta segunda-feira.


Titular de um dos pontos principais da arrecadação do PT com o empresariado para as campanhas de Lula e Dilma Rousseff, desde 2002, Palocci revelou acobertados da Justiça nas finanças do partido.


“As prestações regulares registradas no TSE são perfeitas do ponto de vista formal. Mas acumulam ilicitudes em quase todos os recursos recebidos. A legislação não funciona e incentiva a corrupção”.


Segundo Palocci, “a maior parte das doações registradas no TSE é acometida de origem ilícita. O TSE não tem como saber se a doação é ilícita, uma vez que não fiscaliza a origem do dinheiro”.


Com cinco anos de atuação, a Lava Jato revelou em seus processos que recursos de campanhas oficiais passaram a ser usados como forma de lavar dinheiro de propinas. “Ninguém dá dinheiro para campanhas esperando relações triviais com o governo”, contou Palocci.


Ele confessa que era, ao lado do ex-ministros José Dirceu e Guido Mantega, um dos responsáveis pela arrecadação de fundos para o partido e suas campanhas. Apontou os ex-tesoureiros petistas Delúbio Soares, Paulo Ferreira e João Vaccari Neto – todos réus da Lava Jato – como os principais arrecadadores do PT.

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